
Essa pergunta, tão reproduzida em uma sociedade capacitista, revela o quanto ainda precisamos desconstruir ideias sobre pessoas com deficiência.
Eu sou mulher. Sou cadeirante. Sou vaidosa. Tenho estilo, desejos e escolhas. E calço 30.
Hoje estou usando uma bota nº 30, cano longo e salto 12.
E quem disse que cadeirante não pode usar sapato?
Pode. E usa!
A moda inclusiva precisa enxergar essa realidade, ouvir pessoas com deficiência e construir, junto com as marcas, alternativas que contemplem diferentes corpos, pés e necessidades.
Porque acessibilidade também é poder escolher como queremos nos vestir.
Cadeirante usa calçado, usa bota, usa salto e usa o que quiser.
Moda também é autonomia, identidade e liberdade.
E sim… cadeirante usa sapato, meu bem!